Pedro Luiz: uma história de sucesso

icone calendario 18 jun 2015
Pedro Luiz - 3

Pedro recebeu seus primeiros fracassos como uma lição, que serviu como combustível para passar pelos demais obstáculos

Pense: jovem, formado, empresário, funcionário público e subindo na carreira. Imaginou? Essa é a realidade do Pedro Rebelo Luiz, 25 anos de idade e protagonista nos processos seletivos que prestou(a). Desde sempre, Pedro projeta seu futuro e os próximos passos de sua vida (profissional ou pessoal). Almejar algo maior faz parte de si e, segundo ele, o mais importante é não se acomodar jamais.

O prelúdio de tudo veio com o vestibular. “Quando eu terminei o ensino médio, fiz cursinho por um ano e não passei na prova da FUVEST por apenas uma questão”, lembrou. Apesar da primeira queda, Pedro confessou que aquilo foi essencial para motivá-lo. “Aquilo me derrubou em um primeiro momento, porém, isso se transformou em vontade e percebi que precisava me dedicar mais”. Resultado? O então estudante acabara de se tornar “bicho” de Publicidade e Propaganda, com um terceiro lugar na seleção da Anhembi Morumbi. Durante a faculdade alguns estágios surgiram e o desapontamento junto a eles permanecia. A solução foi o primeiro concurso – para a FUNDAP (Fundação de Desenvolvimento Administrativo). “Eu trabalhava muito para ter pouco retorno, foi então que decidi prestar um concurso”, explicou. O publicitário estagiou por dois anos em uma ala do Hospital das Clínicas, onde descobriu “todas as vantagens que a carreira pública propiciava”, se apaixonando por tudo aquilo.

Foi nessa nova experiência de concursado que Pedro notou que não poderia ficar estagnado. “Enquanto eu trabalhava lá, prestei para concorrer ao cargo de operador de transporte metroviário I, do Metrô de São Paulo, e também fui qualificado”, contou. “Dentro do Metrô, tentei por duas vezes a seletiva de ensino superior para assistente de marketing, fui aprovado, entretanto, não fui chamado em ambas”, completou. Todavia, em mais uma vez na sua trajetória, Pedro passou pelas negativas com muita dedicação e foco. Resultado? Mais um expressivo terceiro lugar na classificação geral de uma classificação. “A última seleção que consegui entrar foi interna e fiquei em terceiro lugar na prova para passar de OTM I para II, essa, com certeza, serei chamado por conta minha classificação”. O metroviário explicou que para ser promovido é necessário um período de, no mínimo, três anos no cargo atual. “Estou no Metrô há três anos e meio e a regra para subir de cargo é estando no mínimo há três na mesma função, algo que acho muito interessante”, esclareceu. Além disso, também é dono de uma agência, que abriu logo após a graduação. “Eu também tenho minha agência de publicidade, portanto, tenho dois empregos. Pela manhã fico no Metrô e de tarde cuido dos interesses de meus clientes”, complementou.

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Pedro começa a preparação para um concurso muito antes da publicação do edital

Apesar da pouca idade, o funcionário público tem vasta experiência em processos seletivos. Com tantas preparações e testes feitos, Pedro tem alguns atalhos para se dar bem em concursos no geral. Para ele, o primeiro passo a ser dado é traçar o perfil do certame a ser escolhido – seja uma opção por nível de ensino; busca de estabilidade; um trampolim; ou qualquer outra característica. “Depois de decidir isso, procure as matérias e comece a se dedicar a cada uma delas”, concluiu. A principal preferência desse jovem estudioso é gostar da função pela qual irá concorrer. “Acima de tudo, o fator mais importante é saber se você irá gostar das tarefas atribuídas para a função pretendida. Para a questão das oportunidades, é muito mais vantajoso considerar a relação candidato por vaga. Quanto maior esse número, mais preparado você deve estar”, enalteceu.

Na opinião de Pedro, uma das maiores dificuldades que os concurseiros enfrentam é curto prazo entre edital e avaliação. “O que eu faço é adiantar as disciplinas que eu tenho certeza que estarão nos testes, dando maior prioridade para aquelas que tenho mais dificuldade.  A dica que eu dou é de criar um planejamento para conseguir estudar tudo. Aproveite disciplinas como raciocínio lógico e língua portuguesa para estudar antes da publicação do edital. E temas mais abrangentes e específicos, após a publicação do documento”, sugeriu. Além do escasso tempo para se capacitar, muitos ainda sofrem com o problema de conciliar a preparação para as provas com o trabalho ou com a família.  Pedro conheceu ao longo dos anos alguns truques para atropelar esse obstáculo. “Eu prestei o concurso interno do Metrô para melhorar meu posto aqui dentro, com uma jornada de 8h30 de trabalho por dia. Quem precisa se dedicar, consegue arrumar um tempo pros estudos, nem que seja no trajeto do ônibus para casa ou em alguma fila demorada. Eu, por exemplo, praticamente abdiquei do meu tempo livre para me preparar bem, a todo momento eu estava estudando”. As novas tecnologias também auxiliar os estudantes pela facilidade. “Como os celulares são portáteis, aproveitei para assistir vídeo aulas e ler conteúdo. É importante se esforçar muito para buscar o seu merecido descanso, nada melhor do que chegar na prova e perceber que você domina o conteúdo. É revigorante. Na hora que dá vontade de desistir, você tem que se lembrar do seu sonho, do que você procura”, finalizou.

People in fast train subway hall platform

O jovem funcionário ingressou no Metrô de São Paulo como OTM-I (Operador de Transporte Metroviário I) e através de uma prova conseguiu uma promoção para atuar como OTM-II

O entusiasta concursado acredita que nunca se deve parar de estudar “para ter sempre os assuntos frescos em sua mente”. Em uma última dica, Pedro apontou o porquê da preferência por concursos de nível médio em um primeiro momento. “Gosto mais das seletivas de nível médio por ter maior acessibilidade. Os concursos para graduados têm candidatos fortíssimos e que se preparam uma vida inteira para aquilo. Então, é bom começar por uma seletiva mais tranquila, e aí, empregado e com estabilidade, você terá muito mais tempo e tranquilidade para assumir desafios maiores”.

Para o metroviário, o único ponto ruim da carreira pública são as burocracias impostas, contudo, ele não enxerga isso como um problema insuperável. “Você tem muita estabilidade sendo funcionário do Estado. O nível de estresse é muito menor, então vale a pena algumas demoras que o sistema público pode gerir. Estando dentro do seu perfil, a carreira pública gera muito mais lados positivos”, elucidou. Com esse discurso animado e convicto, fica fácil entender porque ele pretende seguir por longos anos nessa caminhada. “Eu consegui atingir um patamar em que me sinto bem, então pretendo prestar concursos internos, para crescer aqui dentro do Metrô e isso só depende de mim”. Como de costume, a próxima etapa já foi traçada e só depende do próprio esforço para conquista-la. Alguém desconfia qual será o próximo resultado? (Eu, não).

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