A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresentou nesta terça-feira, dia 17, durante coletiva de imprensa em Brasília, o balanço do CNU de 2024 e 2025 e destacou aumento da diversidade entre os servidores.
De acordo com a ministra, as edições de 2024 e 2025 tiveram como objetivo retomar a capacidade do Estado de formular e executar políticas públicas, além de ampliar a diversidade no serviço público, incorporando profissionais que representem diferentes realidades do país, tanto do ponto de vista regional quanto étnico-racial e de gênero.
A organização do CNU 2025 ficou sob responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Já a aplicação das provas e a condução das etapas do certame foram realizadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Concurso Nacional Unificado faz parte de uma estratégia do governo federal para recompor o quadro de servidores. Desde 2023, diversas políticas públicas foram retomadas, impulsionadas pelo fortalecimento da estrutura administrativa do Estado, conforme informou o MGI.
Nesse contexto, o governo registra um saldo positivo de 2.835 vagas preenchidas desde 2023. Além disso, há a previsão de que, entre 2026 e 2030, aproximadamente 70 mil servidores se aposentem, o que deve ampliar a demanda por novos concursos públicos.
A ministra Esther Dweck destacou que a reposição de pessoal impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. De acordo com a pasta, esse movimento já tem gerado resultados concretos.
Segundo balanço do CNU, foram registrados avanços nas áreas de emprego, renda, saúde, assistência social e planejamento público, impulsionados pela recomposição das equipes e houve aumento no número de profissionais atuando em políticas sociais, econômicas, regulatórias e também na área de segurança pública.
Dados do balanço do CNU registram diversidade de servidores
A ministra Esther Dweck destacou que a segunda edição do Concurso Nacional Unificado contou com aprovados provenientes de 578 municípios, abrangendo todos os 26 estados e o Distrito Federal, o que evidencia a capilaridade nacional do certame.
Em relação à distribuição regional, o Sudeste concentrou o maior percentual de aprovados, seguido pelas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Confira os dados:
- Norte: 5,2%;
- Centro-Oeste: 25,3%;
- Sudeste: 34,5%;
- Nordeste: 29,3%; e
- Sul: 5,7%.
No que diz respeito às políticas de inclusão, 40,5% dos aprovados ingressaram por meio de cotas, contemplando pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência. A divisão por grupo ficou assim:
- 29,7% de pessoas negras;
- 2% de pessoas indígenas;
- 1,2% de pessoas quilombolas; e
- 7,6% de pessoas com deficiência.
Com exceção da cota indígena, todos os demais grupos apresentaram crescimento no número de aprovados em comparação com a primeira edição do CNU, realizada em 2024. Segundo a ministra, esse resultado reflete a aplicação da nova Lei de Cotas no concurso, aliada a políticas de gestão de pessoas voltadas à ampliação da inclusão no serviço público federal.
Segunda edição do CNU registra aumento na aprovação de mulheres
Outro destaque do balanço do CNU foi o avanço na participação feminina. Do total de aprovados, 48,4% são mulheres, frente a 37% registrados na edição anterior. Os homens representam 51,6%.
Apesar do crescimento, a ministra ressaltou que ainda há diferenças na distribuição por áreas de atuação. Os dados indicam maior presença feminina em carreiras assistenciais, como Saúde e Cultura, enquanto os homens predominam nas áreas de Ciência e Tecnologia.
Como medida para reduzir essas desigualdades, o CNU 2025 implementou ações afirmativas voltadas à equidade de gênero. Entre elas, está a garantia de equilíbrio na participação de homens e mulheres na etapa discursiva, conforme informado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
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