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Qual a relação entre Aprender Inglês e um Corpo Perfeito?

Redator da Nova Concursos

icone calendario 07 maio 2019

Como aprender inglês de forma eficaz e com ganho real? Centenas de pessoas já se fizeram esta pergunta e compartilharam a mesma inquietação com amigos e professores. E como ter um corpo perfeito sem malhar? Pode parecer estranho, mas há um link entre estas questões. Apesar destes universos parecerem tão distantes, há duas atitudes que definem o caminho certo para se atingir estes dois propósitos: disciplina e assiduidade.

Um novo idioma – independente do estágio que você está ou da metodologia ou abordagem – vai exigir um comprometimento nos estudos e no tempo de dedicação. Na academia não é diferente: quanto mais esforço, melhor e mais rápido o resultado.

Por analogia, tanto o professor de inglês como o personal trainer devem ter o papel de incentivador, partilhando seus conhecimentos técnicos e sua habilidade de fazer com que o aluno não desista diante dos empecilhos, inevitáveis em qualquer fase do aprendizado.

Motivar-se e ser motivado pelo profissional educador são elementos-chave para o aluno, desde que este tenha em mente a importância de ser assíduo. Uma boa estratégia é elencar objetivos concretos, que possam ser mensurados durante um período determinado, como por exemplo: “quero compreender 100% do que é falado num TED” ou ler “X” capítulos do livro tal”, ou então, “quero atingir “X” pontos em exames internacionais.

E, mais uma vez, nos valemos de uma analogia. Há alguns anos minha meta era clara: correr a São Silvestre. Por meses treinei na academia, corri em ruas e parques. Preparo e disciplina foram determinantes para eu chegar lá. Por isso, fuja de propostas vagas como “quero aprender a me comunicar em inglês fluentemente”. Falar fluente é o objetivo final, mas a falha está, justamente, ao não saber determinar o que é falar fluentemente e para qual finalidade. Pode ser uma armadilha, ao invés de ajudar a seguir em frente.

Ter disciplina significa, portanto, estar consciente do que se quer e das reais possibilidades de autoestudo. “Quanto posso me dedicar? Quais dias e horários em que há poucas chances de eu cancelar minha aula e priorizar outro compromisso?

Enquanto faço esta reflexão, lembrei-me de uma das minhas alunas: ela precisava do inglês para crescer em sua carreira profissional. Com grande rejeição começou a aprender do zero, já adulta. Não sabia nem o verbo to be. Com sua sua própria força de vontade – e com recursos limitados, devo acrescentar – ela conseguiu desenvolver, em dois anos, a capacidade de compreender, falar, ler e escrever em inglês. Além de estudar diariamente, fazia todos os exercícios propostos em casa.

Aí pode surgir a pergunta: mas só esta dedicação basta? Provavelmente não. Algumas características pessoais contribuíram para seu sucesso, como autocrítica, que tornou seu aprendizado mais realista, capacidade de concentração – mesmo quando todos no trabalho estavam fazendo ruído em sua volta – e pró-atividade ao receber meu feedback, principalmente quando os resultados ainda poderiam melhorar. Hoje conseguiu superar a rejeição e continua seu aprimoramento.

Este esforço pessoal pode esbarrar em peculiaridades de cada aluno e é papel do professor ser sensível e capaz de reverter esta condição. Alguns, embora tenham enorme capacidade intelectual, podem ter um desenvolvimento insatisfatório, pelo fato de possuírem pouca autoconfiança e disciplina e se limitarem a imprimir um ritmo inadequado para assimilarem com velocidade, o que gera poucos resultados na prática.

Por isso, na idade adulta, no aprendizado do inglês ou na academia, não existe consenso quanto à via mais eficaz de se aprender um idioma ou ganhar um corpo perfeito, que não passe pelo esforço individual. Aproveitar os recursos disponíveis hoje – dos mais tradicionais aos mais modernos (Facebook, Instagram, Linked-In, aplicativos para celular, cinema, Netflix, notícias, etc) também contribuí para o aprendizado da gramática, vocabulário, produção oral e compreensão auditiva.

O trabalho regular deve levar em conta o tipo de inteligência que você tem – existem formas de identificá-la – e, a partir daí, estabelecer o melhor programa. Há alunos com uma ótima memória visual. Então por que não estudar inglês com recursos que ofereçam imagens como filmes, noticiários? Se a memória for musical, acompanhar letras de canções e explorar o vocabulário e pronúncia são recursos didáticos viáveis.

Neste contexto, também me veio à mente a expressão “No pain, No gain”, utilizada no universo fitness, que significa que quando não houver dor (treino), não haverá ganho (corpo em forma). Esta “dor” tem de ser vista como disciplina, necessária em qualquer atividade em que desejamos nos tornar bons. Aprender um idioma não foge à regra. O contato frequente com a língua, com revisões periódicas e organizadas, certamente vai ajudar você a sair da estaca zero e ter a sensação real de progresso.

Certifique-se sempre se a escola ou o seu professor têm motivado você de algum modo. Fique atento se você não está numa “zona de conforto”. Se questione: a cada aula tenho ganhos lingüísticos representativos? Ampliei meu vocabulário? Aprendi novas expressões e aprimorei minha pronúncia? Sei o que fazer após a aula?

Estas dúvidas podem nortear o aprendizado eficaz do inglês. Não basta só ir à escola e realizar as atividades. Ações dentro e fora da sala de aula são essenciais.

Você deve estar se perguntando: o que há de novo até aqui? Talvez para muitos, nada. Mas há um ponto essencial. Se você chegou até o final desta leitura é porque estas reflexões prenderam sua atenção de alguma forma. E é justamente este o propósito que você deve ter no estudo do seu inglês. Focar, questionar, refletir, para não parar no meio do caminho e perder o fôlego. Todos podem aprender. Basta descobrir o melhor trajeto e o melhor profissional para guiá-lo.

Alexandre Monteiro
Originalmente publicado no site LinkedIn.

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