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Técnico Socioeducativo

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Técnico Socioeducativo é o profissional responsável por acompanhar adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Esse cargo tem papel essencial na ressocialização de jovens em conflito com a lei, garantindo a aplicação de políticas públicas de proteção, educação e cidadania.

Quem exerce essa função atua diretamente em unidades de internação, semiliberdade ou liberdade assistida, promovendo atividades pedagógicas, de convivência e de reintegração social. O trabalho exige equilíbrio emocional, ética, firmeza e empatia, pois lida com realidades complexas e desafiadoras.

Para quem busca uma carreira pública com impacto social e estabilidade profissional, o cargo de Técnico Socioeducativo pode ser uma excelente escolha. A seguir, veja todos os detalhes sobre a profissão.

O que faz um Técnico Socioeducativo?

O Técnico Socioeducativo atua no acompanhamento direto de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, como internação, semiliberdade ou liberdade assistida, conforme previsto pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Entre as principais atribuições estão:

  • Garantir o cumprimento das rotinas nas unidades socioeducativas;
  • Acompanhar os adolescentes em suas atividades diárias;
  • Atuar na mediação de conflitos e no fortalecimento de vínculos;
  • Contribuir com o desenvolvimento de planos individuais de atendimento (PIA);
  • Apoiar atividades pedagógicas, culturais e esportivas;
  • Elaborar relatórios comportamentais e de acompanhamento.

O trabalho é realizado em equipe, geralmente com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais da área de proteção social e justiça juvenil.

Quanto ganha um Técnico Socioeducativo?

A remuneração média de um Técnico Socioeducativo varia conforme o estado ou município que realiza o concurso. Em geral, os salários iniciais vão de R$ 2.000 a R$ 4.500, podendo ultrapassar os R$ 5.000 em cargos efetivos com plano de carreira.

Além do salário base, os servidores costumam receber:

  • Adicional de periculosidade ou insalubridade (quando previsto);
  • Auxílio-alimentação;
  • Auxílio-transporte;
  • Gratificações por desempenho ou plantões;
  • Estabilidade, no caso de concursos públicos estatutários.

A jornada de trabalho normalmente é de 30 a 40 horas semanais, podendo incluir plantões, finais de semana e feriados, conforme a escala da unidade.

Qual a escolaridade para Técnico Socioeducativo?

Para concorrer ao cargo de Técnico Socioeducativo, os editais geralmente exigem:

  • Ensino médio completo como requisito mínimo;
  • Em alguns casos, curso técnico na área social ou educacional pode ser exigido;
  • Experiência anterior com adolescentes em situação de vulnerabilidade é um diferencial, embora nem sempre obrigatória.

Dependendo da legislação estadual, o cargo pode ter diferentes nomenclaturas, como Agente Socioeducativo, Monitor Socioeducativo ou Agente de Segurança Socioeducativa – é importante sempre ler o edital com atenção.

Onde atua o Técnico Socioeducativo?

O Técnico Socioeducativo atua em instituições públicas voltadas à execução de medidas socioeducativas, como:

  • Unidades de internação e semiliberdade de adolescentes;
  • Centros de atendimento socioeducativo (CASE, CAIP, CENSE, entre outros);
  • Fundação Casa (SP), Fundação Renascer (SE), FASE (RS), Degase (RJ), Funac (MA) e outros órgãos estaduais;
  • Organizações da sociedade civil conveniadas com o poder público.

Essas unidades estão presentes em praticamente todos os estados do Brasil, oferecendo oportunidades de concursos locais com editais publicados por secretarias estaduais ou fundações específicas.

Cargos relacionados ao Técnico Socioeducativo

Se você se interessa pela atuação com medidas socioeducativas, também pode considerar concursos para cargos com funções semelhantes, como:

  • Agente de Segurança Socioeducativo;
  • Agente de Proteção à Criança e ao Adolescente;
  • Monitor de Medidas Socioeducativas;
  • Agente Penitenciário (com foco em unidades juvenis);
  • Assistente Social e Psicólogo de unidades socioeducativas.

Todos esses cargos têm em comum o trabalho com a proteção, acolhimento e reinserção de jovens em situação de risco social ou conflito com a lei.