O concurso PC TO pode ter edital publicado em breve após a primeira reunião da comissão organizadora! A Polícia Civil do Tocantins é responsável por funções essenciais para a segurança pública, como investigar crimes, produzir provas, cumprir diligências, registrar ocorrências, realizar perícias quando cabíveis e apoiar diretamente o trabalho de combate à criminalidade no estado, com atuação em delegacias e unidades especializadas.
A expectativa para a publicação do edital aumentou após a comissão responsável pelo certame, definida na última quinta-feira, 1º de abril, iniciar oficialmente os trâmites voltados à contratação da banca organizadora.
Prepare-se para este concurso
Além da confirmação do edital, a projeção é de que o certame oferte 452 vagas, com 381 oportunidades imediatas e 71 destinadas à formação de cadastro reserva. A seguir, confira todos os detalhes já divulgados, a distribuição prevista e o que esperar do próximo concurso PC TO!
Índice
Concurso PC TO: Situação atual!
A comissão organizadora do concurso PC TO (Polícia Civil do Tocantins) realizou, nesta quarta-feira 8 de abril, sua primeira reunião de planejamento na sede da Secretaria de Estado da Administração (Secad TO). O encontro contou com a participação de representantes da Secad, da Secretaria de Segurança Pública (SSP TO) e demais membros envolvidos, com o objetivo de estruturar as próximas etapas do certame.
Durante a reunião, foi definido que os próximos encontros serão voltados à elaboração do documento de formalização da demanda, etapa fundamental para permitir a contratação da banca organizadora. Para acelerar os trabalhos, o grupo estabeleceu uma agenda com reuniões duas vezes por semana. Um novo encontro já está previsto para esta sexta-feira, 10 de abril.
A presidente da comissão, Taís de Araújo Oliveira Ferreira, destacou a relevância do início dos trabalhos, ressaltando a importância do concurso para o estado. Já o presidente substituto, delegado Emerson Francisco de Moura, informou que um cronograma inicial já foi traçado, com foco em garantir agilidade ao processo, sem comprometer a segurança jurídica.
O certame é considerado prioridade pelo governo estadual, especialmente devido à necessidade de recomposição do efetivo da Polícia Civil. Com a definição da banca organizadora, o próximo passo será a publicação do edital, que dará início às fases do concurso.
Vale lembrar que o concurso PC TO teve a comissão organizadora formada no dia 1º de abril. O documento que formaliza o grupo, que está atuando na condução do certame e das etapas de seleção foi publicado no Diário Oficial do Estado. A expectativa é de que o edital seja publicado entre os primeiros dias de abril.
Veja o documento:

A seleção é aguardada há anos e é vista como fundamental para fortalecer a atuação da Polícia Civil em atividades como investigações, atendimento em delegacias e serviços especializados.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo o novo concurso PC TO é parte das estratégias para enfrentar o déficit de efetivo.
Ainda segundo o gestor, o andamento do certame passou por um período de estagnação em razão de mudanças administrativas no governo, o que teria interrompido o fluxo interno do processo por alguns meses. Com a reorganização, a pauta voltou a circular entre os setores responsáveis, e o concurso deve avançar para análise do grupo gestor, etapa que antecede decisões práticas como definição de cronograma e encaminhamentos formais do edital.
A demora na abertura de um novo concurso PC TO tem aumentado a cobrança institucional. Em 2025, o SINPOL-TO realizou uma paralisação de 24 horas para pressionar o Estado, argumentando que a defasagem compromete o funcionamento de unidades e aumenta a sobrecarga nas equipes em atividade.
Além das reivindicações da categoria, o tema também chegou ao Ministério Público. Em julho de 2025, o MPTO ajuizou uma ação civil pública cobrando providências, apontando que o último concurso ocorreu há mais de uma década e que a corporação acumulava déficit superior a 1.272 cargos, com falta de profissionais em áreas como delegados, investigadores, agentes de necrotomia e peritos oficiais. O órgão ainda alertou que novas aposentadorias previstas podem ampliar a carência e citou o fechamento de delegacias em municípios do interior.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a realização do concurso PC TO pode ocorrer entre 2025 e 2026, mas ponderou que o processo exige etapas específicas, como TAF, avaliação psicológica e investigação social, além de condicionantes legais.
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QUERO MEU ACESSOVagas e remuneração do concurso PC TO
O governador Wanderlei Barbosa autorizou, em outubro de 2024, o novo concurso PC TO, com um total de 452 vagas, além da formação de cadastro reserva. As vagas estão distribuídas da seguinte maneira:
- Agente de Polícia: 154 vagas + 16 para cadastro reserva
- Escrivão de Polícia: 98 vagas + 16 para cadastro reserva
- Delegado de Polícia: 60 vagas + 9 para cadastro reserva
- Agente de Necrotomia: 8 vagas + 2 para cadastro reserva
- Papiloscopista: 21 vagas + 8 para cadastro reserva
- Perito Oficial: 40 vagas + 20 para cadastro reserva
Os aprovados no concurso da Polícia Civil de Tocantins terão remunerações iniciais bastante atrativas, conforme os cargos:
- Agente de Polícia, Escrivão, Papiloscopista e Agente de Necrotomia: R$ 6.659,08, podendo chegar a R$ 14.437,25 no final da carreira.
- Perito Oficial: R$ 14.881,44.
- Delegado de Polícia: R$ 20.235,77.
Atribuições dos cargos da PC TO
Os profissionais da PC TO possuem as seguintes responsabilidades:
Agente de Polícia Civil: efetuar investigação, busca e apreensão de objeto ou pessoa, rondas diurna e noturna, prisão em flagrante delito ou em virtude de mandado judicial, vigiar locais suspeitos e impróprios para criança e adolescente, em apoio aos agentes dos órgãos específicos, entre outras.
Escrivão de Polícia Civil: cumprir e fazer cumprir ordens e despachos exarados em procedimento investigatório, lavrar e subscrever atos e termos sob a orientação do Delegado de Polícia, providenciar e fiscalizar o andamento dos procedimentos distribuídos e acompanhar diligências mediante designação do Delegado de Polícia.
Papiloscopista: colher impressões digitais e classificá-las, escriturar fichas das impressões digitais e diferentes livros de identificação, organizar mapas estatísticos e prontuários de naturezas civil e criminal, preencher a relação das identificações procedidas e os documentos expedidos e entregá-los ao órgão competente.
Médico Legista: efetuar, com autonomia e independência, exames em cadáveres para determinação da natureza da causa mortis e exames em pessoas vivas para determinação da natureza das lesões com consequente elaboração dos laudos periciais criminais, entre outras.
Perito Criminal: proceder a levantamento de local de crime, quando solicitado por autoridade legalmente constituída, realizando anotações, levantamento topográfico e fotográfico do local, obedecendo aos dispositivos previstos no Código de Processo Penal, entre outras.
Delegado: conduzir a investigação criminal, por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em Lei que tenha como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais, atuando de acordo com seu livre convencimento técnico-jurídico, com independência funcional, isenção e imparcialidade, entre outras.
O que precisa para ingressar na Polícia Civil TO?
Os interessados em ingressar na Polícia Civil TO devem preencher as seguintes exigências básicas:
- ter nacionalidade brasileira ou portuguesa e, em caso de nacionalidade portuguesa, estar amparado pelo estatuto de igualdade entre brasileiros e portugueses, com reconhecimento de gozo de direitos políticos, nos termos do § 1º, artigo 12, da constituição da república;
- estar em dia com as obrigações eleitorais;
- apresentar certificado de reservista ou de dispensa de incorporação, em caso de candidato do sexo masculino;
- possuir carteira de identidade civil e carteira nacional de habilitação, categoria B, no mínimo.
- comprovar o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo.
- ter idade mínima de dezoito anos completos, na data de matrícula no curso de formação profissional;
- ter aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo;
- CNH (Carteira Nacional de Habilitação);
- firmar declaração de não cumprir sanção por inidoneidade, aplicada por qualquer órgão público e/ou entidade da esfera federal, estadual e/ou municipal.
Além das exigências específicas de cada cargo, são elas:
- Delegado: formação superior em Direito;
- Agente de Polícia, Escrivão e Papiloscopista: formação superior em qualquer área.
- Agente de Necrotomia: formação de nível superior em Enfermagem
- Médico Legista: formação de nível superior em Medicina.
- Perito: formação de nível superior na área de atuação da oportunidade ofertada.
Etapas e provas do concurso PC TO
Para compreender como deve ser o próximo edital, é essencial analisar o modelo adotado no último concurso PC TO, realizado em 2014 e organizado pela Fundação Aroeira. Na ocasião, o certame foi estruturado em duas grandes etapas, reunindo diversas fases de caráter eliminatório e classificatório. A primeira etapa concentrou as avaliações iniciais, como provas objetivas e testes físicos e psicológicos, enquanto a segunda foi composta pelo curso de formação profissional, etapa decisiva para a classificação final dos candidatos. Além disso, ao longo de todo o processo, os participantes também foram submetidos à investigação social, reforçando o rigor típico da seleção para a carreira policial. Confira:
Prova objetiva
A prova objetiva foi a principal fase do concurso e teve papel fundamental na classificação dos candidatos. Ao todo, foram aplicadas 80 questões, divididas igualmente entre conhecimentos básicos e conhecimentos específicos.
As avaliações seguiram o formato de múltipla escolha, com quatro alternativas por questão e apenas uma correta. A aplicação ocorreu no turno da tarde, com duração total de 4 horas, incluindo o tempo para preenchimento do cartão-resposta.
As provas foram realizadas nas cidades de Araguaína, Gurupi, Dianópolis, Tocantinópolis e Palmas, enquanto as demais etapas aconteceram exclusivamente na capital, Palmas.
Sistema de pontuação
- Conhecimentos Básicos: até 40 pontos
- Conhecimentos Específicos: até 60 pontos
- Total da prova: 100 pontos
Critérios mínimos
- 20 pontos em Conhecimentos Básicos
- 30 pontos em Conhecimentos Específicos
- 50 pontos no total da prova
Exames médicos
Após a prova objetiva, os candidatos classificados foram convocados para os exames médicos, de caráter eliminatório.
Essa etapa teve como objetivo verificar se o candidato possuía condições físicas e de saúde adequadas para o exercício do cargo policial.
Foram exigidos:
- Exames clínicos e laboratoriais
- Avaliação médica completa
O candidato foi considerado apenas:
- Apto ou
- Inapto
A eliminação ocorria em caso de doenças ou condições incompatíveis com a função policial.
Teste de Aptidão Física (TAF)
O TAF também teve caráter eliminatório e foi aplicado apenas aos candidatos aprovados nos exames médicos.
Os testes cobrados foram:
- Flexão de braços
- Abdominal
- Corrida de 12 minutos
Índices mínimos exigidos:
Masculino:
- Flexão: 21 repetições
- Abdominal: 21 repetições
- Corrida: 2.400 metros
Feminino:
- Flexão: 14 repetições
- Abdominal: 14 repetições
- Corrida: 1.800 metros
O candidato precisava atingir o desempenho mínimo em todos os testes para ser considerado apto.
Exame psicológico
O exame psicológico teve caráter eliminatório e avaliou o perfil comportamental dos candidatos.
Foram analisados aspectos como:
- Controle emocional
- Capacidade de adaptação
- Equilíbrio psicológico
- Ausência de transtornos de personalidade
O candidato era classificado como:
- Apto ou
- Não apto
Essa etapa é essencial para garantir que o candidato possui perfil adequado para a carreira policial.
Curso de Formação Profissional
A segunda etapa do concurso foi o Curso de Formação Profissional, realizado em Palmas.
Características:
- Caráter eliminatório e classificatório
- Realizado na Academia da Polícia Civil
- Regime de dedicação integral
- Frequência obrigatória
Durante o curso:
- Os candidatos recebem treinamento técnico e prático
- São avaliados continuamente
- A nota final do concurso é baseada no desempenho no curso
Investigação social
A investigação social ocorreu ao longo do concurso e também teve caráter eliminatório.
Nessa fase, foram analisados:
- Antecedentes criminais
- Conduta social
- Histórico profissional
- Idoneidade moral
Candidatos com condutas incompatíveis com a função policial foram eliminados.
O que estudar para o concurso PC TO?
Confira o que estudar para seleção, com base no último edital:
Delegado
- Conhecimentos Básicos
- Língua Portuguesa: 8 questões
- Conhecimentos Regionais, História e Geografia do Estado do Tocantins: 6 questões
- Estatuto dos Policiais Civis do Estado do Tocantins: 6 questões
- Conhecimentos Específicos
- Direito Penal: 10 questões
- Processual Penal: 10 questões
- Constitucional: 5 questões
- Administrativo: 5 questões
- Humanos: 5 questões
- Legislação Especial: 5 questões
Agente de Polícia, Escrivão, Papiloscopista e Agente de Necrotomia
- Conhecimentos Básicos
- Língua Portuguesa: 10 questões
- Informática: 10 questões
- Conhecimentos Regionais, História e Geografia do Estado do Tocantins: 10 questões
- Noções de Direitos Humanos
- Conhecimentos Específicos: 40 questões
Médico Legista e Perito
- Conhecimentos Básicos
- Língua Portuguesa: 8 questões
- Informática: 6 questões
- Conhecimentos Regionais, História e Geografia do Estado do Tocantins: 6 questões
- Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Especial: 20 questões
- Conhecimentos Específicos: 40 questões
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Último edital do Concurso PC TO
O último certame aconteceu em 2014, sob organização da Fundação Aroeira, onde foram publicados três editais.
À época, foram ofertadas 515 vagas de nível superior, entre imediatas e cadastro reserva, para Delegado, Médico Legista, Perito, Agente de Necrotomia, Papiloscopista, Escrivão e Agente de Polícia.
Os profissionais receberam salários iniciais de até R$10.735,28, com possibilidade de reajuste.
Quanto as etapas de seleção, foram cinco: provas objetivas e discursivas, exame médico, teste de aptidão física, exame psicológico e avaliação de títulos, de caráter eliminatório e/ou classificatório, a depender da etapa.
A prova objetiva consistiu em questões de múltipla escolha e em uma escala de 0 a 100 pontos, foi considerado aprovado o candidato que obteve, simultaneamente, nota superior à 20 pontos nos conhecimentos básicos, superior a 30 pontos nos conhecimentos específicos e 50 pontos no total da prova.
Os classificados foram convocados para o TAF, onde tiveram que desenvolver flexão de braços, abdominal e corrida.