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Como conciliar Concurso Público com as provas da OAB!

icone calendario 08 dez 2021

Com o final da faculdade se aproximando, os estudantes do curso de Direito ficam com a dúvida do que fazer primeiro, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ou prestar concurso público.

No entanto,  será possível conciliar o estudo para esses dois objetivos? E qual é o melhor tipo de concurso ? Confira algumas possibilidades neste artigo, além do custo-benefício dessa decisão.

Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Exame da Ordem, também conhecido como Prova da OAB, é uma avaliação obrigatória a ser realizada pelos bacharéis em direito para comprovar sua capacitação para o exercício da advocacia. Ela ocorre, pelo menos, três vezes no ano.

Acompanhe a seguir as principais matérias cobradas na prova:

Sendo assim, para ser aprovado para a segunda etapa, o candidato deverá acertar 50%, ou seja, 40 das 80 questões da prova.

A segunda fase da OAB, por sua vez, consiste em prova prático-profissional e quatro questões discursivas conforme a modalidade de Direito escolhida no momento da inscrição:

  • Direito Administrativo; Constitucional; Civil;
  • Direito do Trabalho; Empresarial; Penal e Tributário

Nessa etapa, o candidato deverá alcançar 60% de aproveitamento, ou seja, 6 dos 10 pontos totais. Caso reprove, ele terá, ainda, a oportunidade, de repescagem, ou seja, prestar novamente a segunda fase no próximo exame, sem necessidade de fazer a primeira fase novamente.

OAB X Concursos públicos: é possível conciliar?

A banca organizadora do Exame da Ordem é a Fundação Getúlio Vargas (FGV) . Sendo assim, ter conhecimento sobre a banca examinadora é um aspecto fundamental a se levar em conta quando iniciar os estudos, pois seu estilo costuma ser o mesmo sempre.

Todavia, um bom método para se traçar um método de estudos eficaz é conferir as preferências e o estilo, bem como o nível de dificuldade.

A  FGV é tradicional no Exame da Ordem (OAB), bem como nos concursos de Tribunais.  

Seu perfil é bastante versátil e o nível de dificuldade das provas é considerado difícil. Com questões complexas e extensas, a FGV costuma apresentar situações-problema que exigem muita concentração.

No caso do Exame da Ordem, as questões vão buscar situações do dia-a-dia do advogado, casos práticos e situações que poderiam levar o cliente a recorrer ao profissional para defesa de seus direitos.

Como foi dito, a prova da primeira fase da OAB possui 80 questões de múltipla escolha, bem como a maioria dos concursos públicos organizados pela banca. E, assim como na OAB, via de regra, suas provas possuem em média 80 questões.

Em concursos públicos, a FGV costuma exigir, em conjunto com a prova objetiva, prova discursiva.  

Vale mencionar que a Banca costuma ter constante mudança de entendimentos, o que obriga o candidato a se manter atualizado.

Defina suas prioridades

Como dito anteriormente, a prova da OAB, diferentemente do concurso público, não possui concorrência.

O candidato precisa alcançar a pontuação mínima exigida. Sendo assim, a metodologia de estudo que o candidato deverá aplicar será diferente da utilizada nas provas de concurso público , nas quais, via de regra, precisa-se alcançar uma pontuação muito alta em face da concorrência.

Sendo assim, é sim possível conciliar OAB e concursos, contanto que haja planejamento.

Qual seu maior objetivo?

Como a aprovação na OAB é uma “extensão” da graduação (ser formado em direito e não ser aprovado no exame da ordem é uma frustração para muitos), a prova acaba sendo o objetivo principal.

Ressaltando que, enquanto advogado, será possível auferir renda enquanto estuda para concursos públicos, além do fato de que, muitos concursos exigem inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, ou, ao menos, tempo de atividade jurídica, que pode ser obtido com a advocacia.

Por exemplo, devem comprovar a inscrição na OAB candidatos a Procurador Federal e dos estados, Procurador da Fazenda Nacional (PGFN) e Advogado da União (AGU).

Neste caso, foque a maior parte de seu tempo estudando para o exame da ordem. Ao mesmo tempo, já analise qual concurso você deseja prestar. Se a banca examinadora for a mesma, ou seja, a FGV, melhor ainda, pois, como dissemos, embora se tratem de tipos diferentes de prova, a banca costuma manter o mesmo estilo.

Assim, sempre que for estudar as disciplinas da primeira fase que coincidem com o concurso que você pretende prestar, dê uma atenção especial, separe um tempo a mais para os conteúdos mais incidentes e os revise com mais frequência.

Já cogite escolher a disciplina da segunda fase com base em alguma que também esteja presente no concurso que você almeja, para utilizar a mesma linha de estudo.

Conclusão

Por fim, como visto durante o artigo, é possível sim ter uma conciliação entre estudar para concursos e para o exame da OAB. No entanto, vale lembrar que o ideal é ter uma prioridade, ou seja, um plano A.

Além disso, se você objetiva o concurso público, principalmente se for uma meta a longo prazo, deixe para focar mesmo na OAB quando sair o edital e, assim, suspender a sua prioridade por apenas alguns meses.

Sendo assim, leve em consideração as seguintes dicas:

  • Iniciar o estudo para concursos o quanto antes
  • Não estudar com o mesmo peso os dois objetivos
  • Ter em mente o tempo do processo.
  • Pesquisar e conhecer as carreiras
  • Estabelecer metas de longo e curto prazos.

Dessa forma, independentemente do que você estiver estudando, não será 100% diferente, pois sempre será adquirida uma base ao estudar tanto para OAB quanto para concursos.

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