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Como usar a “intuição” para acertar questões em concursos públicos

Redator da Nova Concursos

icone calendario 18 mar 2019

Você já fez alguma prova onde, ao enfrentar determinada questão, teve a sensação de estar ouvindo alguma voz em sua cabeça sugerindo qual a alternativa correta? Você seguiu essa voz? Neste artigo explicaremos esse fenômeno e como pode ser usado como uma arma poderosa para acertar questões em provas e concursos públicos.

Sem dúvida você deve ter sido atraído pelo título desse artigo, todavia, com certa desconfiança. Acertar questões em concursos públicos com base supostamente apenas na intuição aparenta ser no mínimo fantasioso – pra não dizer forçado.

Não desconfie! É isso mesmo, é possível acertar questões em concursos públicos valendo-se do que muitos chamar de “intuição”. Antes, é importante estabelecer algumas premissas e conhecer a sua principal ferramenta nos estudos e provas: seu cérebro.

Obviamente, o cérebro humano, dotado de racionalidade, e o que nos diferencia do restante do reino animal. Em provas e concursos, muitos deixar de buscar informações mínimas sobre o funcionamento cerebral e dedicam todo o tempo de estudos apenas para buscar conteúdo das matérias. Conhecer a sua principal ferramenta deveria ser um dos primeiros passos de todo estudante, então vamos lá conhecer ao menos um pouco dessa “super máquina”.

O cérebro possui capacidade por demais extensa (porém, não ilimitada como muitos pensam). Seria uma loucura se você se lembrasse de absolutamente tudo o que fez até aqui, de cada passo, respiração, piscada de olhos, palavras que proferiu, etc., ao longo de toda a sua vida. Exatamente por isso, temos um consciente e um inconsciente (alguns chamam de subconsciente).

O consciente é acionado sempre que estamos focados em algo. É responsável por uma atenção ativa, detalhada. O inconsciente, por sua vez, será responsável por todo o restante, ou seja, por todas as demais informações que não prestamos a atenção (exemplo: após pegar a prática em dirigir carros, você não fica pensando o tempo todo nos momentos em que precisará trocar a marcha do veículo, acelerar, olhar no retrovisor, ou então pensando que deve respirar pra não morrer, piscar os olhos pra não secar, etc., isso porque, ao “agir naturalmente”, é o seu inconsciente que está trabalhando).

Resumindo: por conta do inconsciente, absolutamente toda informação que é captada pelos sentidos humanos são armazenadas no cérebro. Evidentemente, quanto menor o foco (no caso, utilizando o inconsciente, menor será suas chances de lembrar da informação).

Adaptando para os estudos

Quando alguém começa a estudar, especialmente para concursos públicos, é muito comum que o início seja equivocado, com métodos incorretos, de forma antiprodutiva. Com exceção dos gênios da humanidade (praticamente extintos), o ser humano precisa sair da zona de conforto até entrar em um ritmo adequado para os estudos. Nesse meio tempo, você já terá encarado páginas e páginas de estudos e/ou horas de aulas assistidas, e terá a sensação de que se esqueceu de tudo, de que não consegue absorver nada.

É extremamente natural, já que seu cérebro está enfrentando uma nova situação e levará tempo até que seu consciente concentre todo o foco para armazenar as informações estudadas.

Mas lembre-se: ainda assim, seu inconsciente terá absorvido tudo.

Voltando a indagação inicial: Você já fez alguma prova onde, ao enfrentar determinada questão, teve a sensação de estar ouvindo alguma voz em sua cabeça sugerindo qual a alternativa correta?

Isso ocorre ao enfrentar alguma questão que aborda tema já estudado. Você estudou o tema, não o absorveu devidamente, mas a informação está em sua memória.

Essa suposta “voz” ecoando em sua mente é exatamente o inconsciente lhe enviando a resposta correta!

Enviar a resposta correta ocorre por instinto do seu cérebro, entendo que você é quem está pedindo a informação.

O problema é que muitas pessoas, ao passarem por isso, acabam perdendo muito tempo “quebrando a cabeça” por desconfiarem dos próprios instintos. Alguns pensam se tratar da voz do examinador ao lançar uma possível “pegadinha” na questão; outros acreditam se tratar de obra de alguma entidade maligna (ademais, cuidado: se você não estudou – ou seja, não há a menor possibilidade daquela informação estar em sua memória – e mesmo assim está escutando alguma voz, então desconfiar do demônio nesse caso seria algo até compreensível).

Por fim, para aplicar essa técnica vale apontarmos as últimas orientações:

– Quanto mais tempo utilizar em questões como essas em que não sabe a resposta conscientemente mas que seus “instintos” estão lhe ajudando, mais confuso você ficará e aumentará as chances de errar. Então, se não tem a resposta “viva” em sua memória mas está recebendo a mensagem do inconsciente, não perca tempo!

– Controlar o nervosismo e ansiedade me provas facilitará o funcionamento do seu inconsciente (nervosismo produz cortisol que, por sua vez, é capaz de bloquear o regular funcionamento da memória).

– Teste a técnica à vontade. Muitos que testaram garantem que funciona – inclusive este autor que vos escreve.

“O cérebro é como um paraquedas. Só funciona quando está aberto”.

Sir. James Dewar

Professor Diego Pureza

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