A Redação do Enem 2026 é uma das maiores preocupações dos candidatos que já iniciaram a preparação para o exame previsto para o final do ano. Após a divulgação das notas da edição de 2025, muitos estudantes relataram pontuações abaixo do esperado, o que levantou dúvidas sobre possíveis mudanças nos critérios de correção.
Apesar da repercussão nas redes sociais e nos cursinhos preparatórios, o Inep não anunciou alterações formais na estrutura da prova. O formato continua sendo o mesmo: texto dissertativo-argumentativo, avaliado com base em cinco competências já conhecidas pelos participantes.
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Mas então, por que tantos candidatos sentiram diferença na correção? A seguir, você entende o que realmente mudou e o que permanece igual para se preparar melhor para a Redação do Enem 2026.
Índice
Redação do Enem 2026: houve mudança oficial?
Até o momento, não houve mudança normativa oficial nos critérios da redação. O Inep informou que a estrutura segue igual às últimas edições.
Isso significa que continuam valendo as regras que podem zerar a redação:
- Fuga total ao tema ou ao tipo textual;
- Texto com menos de 7 linhas;
- Folha em branco;
- Desrespeito aos direitos humanos;
- Cópia integral dos textos motivadores;
- Uso de impropérios ou partes desconectadas.
Portanto, a base da avaliação permanece a mesma. No entanto, embora não tenha havido alteração formal nos critérios de correção, a Cartilha do Participante do Enem 2025 trouxe reforços importantes nas orientações aos candidatos, destacando uma maior valorização da autoria real do texto, a exigência de argumentação consistente e bem desenvolvida, o uso de repertório cultural efetivamente conectado ao tema, não apenas citado de forma superficial e a necessidade de apresentar uma proposta de intervenção detalhada e viável. Especialistas interpretam esses reforços como um possível endurecimento na aplicação prática dos critérios, especialmente em relação ao chamado “repertório de bolso”, que consiste em frases prontas e estruturas decoradas utilizadas de maneira genérica, sem aprofundamento ou real contribuição para a defesa do ponto de vista.
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QUERO MEU ACESSOO que gerou a sensação de mudança na redação do Enem 2026?
Além do reforço na cartilha, após a divulgação dos resultados do Enem 2025, muitos candidatos relataram queda significativa na nota da redação em comparação com edições anteriores. Com isso, cresceu a percepção de que a correção teria seguido orientações mais rígidas ou critérios não divulgados formalmente. Abaixo, listamos três pontos que chamaram a atenção:
1. Mudança na Competência 4: operadores argumentativos
A competência 4, responsável por avaliar coesão e uso de conectivos, teria deixado de seguir um critério mais numérico.
Até 2024:
- A presença constante de elementos coesivos podia garantir 160 pontos (nível 4);
- Para 200 pontos (nível 5), exigia-se uso em mais momentos do texto e em todos os parágrafos; e
- A avaliação era mais objetiva e quantitativa.
Em 2025:
- A análise passou a usar termos mais subjetivos como “regular”, “constante” e “expressiva”;
- A presença de conectivos deixou de ser apenas contagem e passou a considerar qualidade e pertinência; e
- Textos que antes alcançariam nota máxima podem ter sido enquadrados em nível 3 ou 4.
Isso gerou a percepção de maior subjetividade na correção.
2. Maior punição na Competência 5: proposta de intervenção
A proposta de intervenção sempre exigiu cinco elementos:
- Ação (o quê?)
- Agente (quem?)
- Meio (como?)
- Finalidade (para quê?)
- Detalhamento (explicação)
Até então, cada elemento era avaliado de forma relativamente equilibrada. No entanto, segundo relatos, em 2025 houve maior rigor especialmente na ausência explícita do item “ação”, podendo gerar perda de até 120 pontos (o triplo do que ocorria antes).
Isso significa que propostas mais genéricas ou pouco detalhadas passaram a ser penalizadas com mais intensidade.
3. Repertório sociocultural impactando duas competências
Esse foi considerado o ponto mais sensível. Tradicionalmente, o repertório era avaliado na competência 2 (compreensão do tema e uso de conhecimento de mundo). Agora, segundo a apuração divulgada, orientações internas teriam reforçado que o repertório também deveria dialogar diretamente com a competência 3 (organização e defesa do ponto de vista).
Na prática, se o repertório fosse considerado inadequado ou decorativo, o candidato poderia perder pontos não apenas na competência 2, mas também na competência 3.
Isso explica a queda significativa de notas de estudantes que utilizavam “repertórios coringa” ou citações prontas sem conexão profunda com o argumento.
O que isso significa para a redação do Enem 2026?
Para quem vai prestar o Enem em 2026, o principal recado é que a preparação precisa ir além da memorização de modelos prontos. Mesmo que a estrutura da redação continue oficialmente a mesma, a tendência observada indica uma valorização maior da construção autoral e da argumentação consistente. Isso significa que não basta seguir um “molde” de introdução, desenvolvimento e conclusão: é essencial demonstrar domínio real do tema, capacidade crítica e articulação lógica das ideias.
Outro ponto importante é o uso do repertório sociocultural. Em vez de apostar em citações genéricas que possam servir para qualquer assunto, o estudante precisa selecionar referências que dialoguem diretamente com o problema proposto. Mais do que mencionar um autor, dado estatístico ou obra cultural, será necessário explicar por que essa referência é relevante e como ela fortalece a tese defendida. O repertório deve funcionar como sustentação do argumento, e não como enfeite textual.
A proposta de intervenção também tende a exigir maior detalhamento. Soluções amplas e pouco específicas podem não alcançar pontuação máxima. Para se destacar, o candidato deverá apresentar uma intervenção concreta, viável e bem estruturada, deixando claro quem executará a ação, de que forma ela será implementada e qual resultado se espera alcançar. Quanto mais precisa e articulada for a proposta, maiores as chances de atingir níveis elevados na competência 5.
Além disso, a coesão textual passa a ser entendida como qualidade de articulação, e não apenas presença de conectivos. O texto precisa fluir de maneira natural, com progressão lógica entre as ideias. Isso exige prática, leitura frequente e revisão constante da escrita.
Em síntese, para a Redação do Enem 2026, a preparação ideal envolve aprofundamento argumentativo, domínio da norma padrão, leitura crítica da atualidade e treino constante no formato dissertativo-argumentativo. A prova continua exigindo técnica, mas agora deixa ainda mais evidente que a qualidade do pensamento apresentado é tão importante quanto a estrutura formal do texto.
O papel da redação do Enem 2026
A redação pode definir a aprovação do candidato. Além de impactar fortemente a média final, ela:
- É critério de desempate no Sisu, Prouni e Fies;
- Elimina automaticamente o candidato que zerar;
- Pode compensar desempenho mediano nas provas objetivas.
Uma nota alta pode ser decisiva para conquistar vaga em cursos concorridos.
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Como deve ser a estrutura da redação do Enem 2026?
O formato exigido é o dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas.
A estrutura básica inclui:
- Introdução com apresentação da tese;
- Dois parágrafos de desenvolvimento com argumentos; e
- Conclusão com proposta de intervenção.
O texto deve ser claro, organizado e escrito em norma padrão da língua portuguesa.
Como funciona a correção da redação do Enem 2026?
A redação é corrigida por dois avaliadores independentes. A nota final é a média das duas avaliações. O texto vale até 1.000 pontos, distribuídos em cinco competências que podem valer até 200 pontos cada:
- Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua portuguesa
- Competência 2: Compreender o tema e desenvolver o texto dentro do formato dissertativo-argumentativo
- Competência 3: Selecionar e organizar argumentos de forma coerente
- Competência 4: Utilizar mecanismos linguísticos que garantam coesão
- Competência 5: Elaborar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos
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