O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) publicou o edital do concurso TRF3, com oportunidades de nível superior para os cargos de Analista e Técnico Judiciário e remunerações iniciais de até R$ 20 mil. Organizado pela Fundação Vunesp, o concurso tem provas previstas para 31 de janeiro de 2027. A avaliação será composta por uma prova objetiva de 60 questões de múltipla escolha, sendo 24 de Conhecimentos Gerais e 36 de Conhecimentos Específicos. Na mesma data, os candidatos também realizarão a prova discursiva, que consistirá em um estudo de caso para Analista Judiciário e uma redação dissertativo-argumentativa para Técnico Judiciário.
Resumo do concurso TRF3
- Banca: Vunesp
- Cargos: 8 especialidades, sendo 4 de Analista Judiciário e 4 de Técnico Judiciário.
- Vagas: 11 vagas para cadastro de reserva (CR).
- Remuneração: R$ 16.040,87 para Analista Judiciário (R$ 20.013,11 para Oficial de Justiça Avaliador Federal) e R$ 9.776,73 para Técnico Judiciário.
- Inscrições 04/11 a 23/11/2026
- Data da prova: 31/01/2027
- Validade: 2 anos, com possível prorrogação por mais 2 anos.
Para mais informações sobre o edital, o cronograma e as inscrições, acesse a página do concurso TRF3.
Prepare-se para este concurso
Como será a prova objetiva do concurso TRF3?
As provas do concurso TRF3 estão previstas para 31 de janeiro de 2027. Os candidatos terão 4 horas e 30 minutos para realizar as provas objetiva e discursiva. As avaliações para Técnico Judiciário serão aplicadas no período da manhã, enquanto as de Analista Judiciário ocorrerão à tarde. A prova discursiva consistirá em uma redação para Técnico Judiciário e um estudo de caso para Analista Judiciário.
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As avaliações serão aplicadas em seis cidades: Araçatuba, Bauru, Ribeirão Preto e São Paulo, no estado de São Paulo, além de Campo Grande e Dourados, no Mato Grosso do Sul.
A prova objetiva contará com 60 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas e apenas uma resposta correta. Desse total, 24 questões serão de Conhecimentos Gerais, com peso 1, e 36 de Conhecimentos Específicos, com peso 2.
Vale destacar que o edital não especifica a quantidade de questões por disciplina dentro dos blocos de Conhecimentos Gerais e Específicos. Dessa forma, qualquer divisão por matéria apresentada em materiais preparatórios deve ser considerada uma estimativa, e não uma distribuição oficial estabelecida pela banca.
Nota mínima para passar na prova objetiva
O candidato deverá cumprir três condições simultaneamente:
| Critério | Ampla concorrência | Cotistas e PcD |
| Conhecimentos Gerais (24 questões) | 12 acertos | 10 acertos |
| Conhecimentos Específicos (36 questões) | 18 acertos | 15 acertos |
| Média ponderada mínima | 6,00 | 4,80 |
Vale destacar que alcançar a média mínima não é suficiente para a habilitação. O candidato também deverá atingir o número mínimo de acertos exigido em cada bloco de conhecimentos.
Prova discursiva: estudo de caso e redação
Estudo de caso (Analista Judiciário)
A prova discursiva para Analista Judiciário será composta por uma questão prática relacionada aos Conhecimentos Específicos, cuja resposta deverá ter, no máximo, 30 linhas. A avaliação será realizada em uma escala de 0 a 10 pontos, sendo exigida nota mínima de 5,00 para candidatos da ampla concorrência e de 4,00 para cotistas e pessoas com deficiência (PcD).
Redação (Técnico Judiciário)
A prova discursiva para Técnico Judiciário consistirá em uma redação dissertativo-argumentativa, avaliada de 0 a 10 pontos, com caráter eliminatório e classificatório.
Para a habilitação, será necessário obter nota mínima de 5,00 na ampla concorrência e de 4,00 para cotistas e pessoas com deficiência (PcD).
Conforme previsto no edital, a Vunesp avaliará a redação com base em quatro critérios:
- Tema: atendimento ao assunto proposto.
- Estrutura: defesa de uma tese, organização dos argumentos, coerência, introdução, desenvolvimento e conclusão.
- Língua: gramática, ortografia, pontuação, vocabulário e linguagem formal.
- Coesão: uso adequado de conectivos e articulação entre frases e parágrafos.
Atenção às regras previstas no edital! A quantidade de linhas da redação pode impactar diretamente a nota do candidato. Confira as consequências estabelecidas para cada situação:
| 7 linhas ou menos | Redação recebe nota zero |
| 8 a 15 linhas | Perda de 1 ponto em cada um dos critérios C (Língua) e D (Coesão) |
| 16 a 20 linhas | Não pode alcançar a nota máxima em Língua e Coesão |
| 21 linhas ou mais | Não sofre essas penalidades específicas por texto curto |
Ademais, diferentemente do modelo adotado no Enem, não é obrigatória a apresentação de uma proposta de intervenção na conclusão. O edital também estabelece que redações com menos de oito linhas autorais contínuas receberão nota zero, mesmo que o texto ultrapasse essa quantidade no total. A reprodução predominante dos textos motivadores ou de modelos prontos poderá resultar na anulação da redação, enquanto cópias parciais e paráfrases excessivas poderão comprometer a pontuação. Da mesma forma, a fuga ao tema, o desrespeito ao gênero dissertativo-argumentativo e a presença de marcas de identificação poderão levar à atribuição de nota zero.

Como é calculada a nota final
A nota final do candidato será calculada pela soma da média ponderada obtida na prova objetiva com a nota da prova discursiva. Em caso de empate na classificação, serão aplicados, sucessivamente, os seguintes critérios de desempate: idade igual ou superior a 60 anos, maior nota na prova discursiva, maior número de acertos em Conhecimentos Específicos, maior número de acertos em Conhecimentos Gerais, exercício da função de jurado, maior idade e atuação como conciliador voluntário.
Quais assuntos são cobrados no concurso TRF3?
Para Oficial de Justiça, Analista Área Judiciária (MS) e Técnico Contabilidade
- Língua Portuguesa e Raciocínio Analítico;
- Raciocínio Lógico-Matemático;
- Ética no Serviço Público e Integridade (Lei 8.112, improbidade, Lei Anticorrupção, Lei 9.784, LGPD, LAI);
- Direitos Humanos e Acessibilidade;
- Informática, IA e Inovação (MS-Office 365, Teams, Resolução CNJ 615/2025);
- Sustentabilidade
Para os cargos de TI
São cobrados os mesmos blocos de Conhecimentos Gerais previstos para os cargos de Oficial de Justiça, Analista da Área Judiciária e Técnico em Contabilidade. A diferença está no conteúdo de Informática, que deixa de integrar os Conhecimentos Gerais e passa a compor os Conhecimentos Específicos.
Conhecimentos Específicos por cargo
| Cargo / Especialidade | Principais blocos de conteúdo |
| Analista — Análise de Sistemas de Informação | Governança de TI (ITIL 4, COBIT 2019, PMBOK); engenharia e arquitetura de software; APIs; banco de dados e SQL; DevOps/DevSecOps; Docker e Kubernetes; IA generativa; segurança e normas do CNJ. |
| Analista — Suporte em TI | Redes TCP/IP, IPv4/IPv6 e protocolos; Windows Server e Linux; Active Directory; VMware, Hyper-V e contêineres; armazenamento e backup; Azure; cibersegurança; ITIL 4 e contratações de TI. |
| Analista — Oficial de Justiça Avaliador Federal (SP) | Direito Civil; Processo Civil; Constitucional; Administrativo; Penal; Processo Penal; Tributário; Previdenciário; Ambiental; atuação do oficial de justiça e Recomendação CNJ nº 167/2026. |
| Analista — Área Judiciária (MS) | Direito Civil; Processo Civil; Constitucional; Administrativo; Penal; Processo Penal; Tributário; Previdenciário; Ambiental, com foco na atuação judicial federal. |
| Técnico — Contabilidade (SP) | Contabilidade Geral; Contabilidade Aplicada ao Setor Público; Administração Orçamentária e Financeira; Matemática Financeira; cálculos judiciais; gestão e legislação administrativa; arquivologia. |
| Técnico — Desenvolvimento de Sistemas | Algoritmos e estruturas de dados; Java, Python, JavaScript e outras linguagens; Spring Boot e frameworks web; APIs REST/GraphQL; PJe/PDPJ-Br; SQL; Git, Docker, Kubernetes; segurança e acessibilidade. |
| Técnico — Suporte Técnico | Hardware; Windows 10/11 e Linux; Active Directory; Microsoft 365, Teams e SharePoint; redes e VPN; segurança e LGPD; Service Desk, ITIL 4 e ferramentas de atendimento. |
| Técnico — Tecnologia da Informação (MS) | Windows Server e Linux; virtualização e Azure; redes TCP/IP; armazenamento, backup e RAID; bancos de dados e SQL; algoritmos e engenharia de software; cibersegurança; ITIL 4 e normas do CNJ. |
A tabela apresenta um resumo dos principais assuntos cobrados, mas não substitui a consulta ao conteúdo programático completo do edital. Vale destacar que o documento não especifica quantas das 36 questões de Conhecimentos Específicos serão destinadas a cada disciplina ou bloco de conteúdo.
Perguntas frequentes:
Quantas questões tem a prova do TRF3?
A prova objetiva do TRF3 terá 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada. Serão 24 questões de Conhecimentos Gerais (peso 1) e 36 de Conhecimentos Específicos (peso 2).
Qual a nota mínima?
Na ampla concorrência, é necessário acertar pelo menos 12 questões de Conhecimentos Gerais, 18 de Específicos e alcançar média ponderada igual ou superior a 6,00. Para cotistas e pessoas com deficiência (PcD), os mínimos são 10 acertos em Gerais, 15 em Específicos e média de 4,80. As três condições devem ser cumpridas simultaneamente.
Técnico faz redação?
Sim. Os candidatos a Técnico Judiciário farão uma redação dissertativo-argumentativa, avaliada de 0 a 10 pontos. A nota mínima é 5,00 para ampla concorrência e 4,00 para cotistas e PcD. Textos com sete linhas ou menos recebem nota zero.
Quando é a prova?
A aplicação das provas objetiva e discursiva está prevista para 31 de janeiro de 2027 (domingo).